sexta-feira, 14 de março de 2008
A Auto-Exigência
Para quem me conhece pessoalmente já sabe o quanto eu curto desenhos animados e tirinhas em geral, mas mais recentemente (de 3 anos pra cá) mergulhei de cabeça no mundo da animação 3D. Achei fantástico descobrir como aqueles caras fazem os personagens falar, fazer expressões faciais realistas e movimentarem-se com uma precisão milimétrica em cada detalhe.
De tudo isto o que eu mais admiro são os roteiros, as tiradas bem sacadas e a personificação que se dá aos personagens. Cada filme de animação que assisto me fazem pensar em um monte de coisas que aguçam minha criatividade.
O mais recente filme de animação se chama "Horton e o mundo dos Quem". Horton é um elefante que vai tentar convencer os cinemaníacos de que uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho que tenha.
Se você está incomodado com seu tamanho, com sua aparência, com seu grau de inteligência, com sua cor, com seu sexo, com sua origem, com sua classe social, com sua idade, com seus ideais espirituais ou com qualquer coisa que o possa colocá-lo à margem da sociedade, então ...
... então está na hora de capitalizar isto, amigo. Ser diferente da maioria não pode colocá-lo em grau de inferioridade. Pelo contrário são nas adversidades que mostramos nossas qualidades! Quebrando o paradigma fez até rima.
Eu nasci numa família bem pobre, quando troquei os dentes de leite pelos definitivos, um maledeto dente extra bem na parte frontal entortou toda minha arcada dentária me deixando com um sorriso nada lindo e pra dar um ingrediente adicional de desigualdade competitiva, meus pais se tornaram protestantes quando eu tinha 11 anos e eu decidí e ainda continuo seguindo a mesma doutrina deles. Desde então as oportunidades no mercado de trabalho tem se confrontado com esta minha decisão tornando-as mais escassas por não se encaixarem com minha doutrina religiosa.
Sabe o que eu fiz para reverter o quadro desfavorável e tirar vantagens da situação?
Apenas passei a ser uma das pessoas mais exigentes do mundo para comigo mesmo e uma das pessoas menos exigentes do mundo para com as demais pessoas. Em outras palavras exijo o máximo de mim e o mínimo dos outros. É esquisito mas deu certo comigo.
Faça esta experiência e verá como as pessoas que esperam 100% de você, irão receber de você 120% de retorno, enquanto você que espera 80% dos outros receberá 100%.
Agora eu dei um nó matemático na sua cabeça, mas acho que deu pra entender o espirito da coisa.
Um abraço.
Tio Ilmo
quarta-feira, 12 de março de 2008
A Razão da Escolha

Tem uma música em inglês bem legal que cita algo como alguém ter recebido uma razão para agir mas não teve escolha. Quando eu lembrar o nome e o autor da música eu coloco aqui.
O que quero abordar aqui é sobre uma questão que vive martelando na cabeça das pessoas menos afortunadas. Porque aconteceu alguma coisa? Porque escolheram aquele cara ao invés de mim? Qual a razão da escolha?
Você pode ter sido preterido numa seleção para ocupar um cargo que sonhava e voltou pra casa pensativo. "O que é que aquele cara tem que eu não tenho?"
A resposta normalmente não é tão simples e direta. Vários fatores contribuem para uma escolha. Eu por exemplo quando escolhia minhas namoradas a primeira razão era o visual. Depois de algum tempo a convivência ditaria novas razões para permanecer ou não com aquela escolha inicial. Minha esposa, a qual namorei por vários anos antes de casar era uma gatinha e vivia sendo assediada pela rapaziada. Eu fui apenas mais um que a escolheu pela beleza naquela ocasião, mas hoje estou com ela por muitos outros atributos além da beleza que ela preserva com criatividade e não com maquiagem como a maioria.
Voltando ao exemplo do cargo perdido na seleção eu aconselho parar de pensar no outro e fazer a leitura em você mesmo. Não tente nunca ser igual a alguém, mas apenas se inspire em características de pessoas vencedoras para formar seu próprio perfil. Tente extrair um pouquinho de cada experiência vivida para formar seu perfil e invista no marketing pessoal. Mantenha-se atualizado pois o perfil para a conquista numa determinada época demandava uma qualificação que hoje talvez de nada valeria.
A Razão da próxima escolha numa seleção vai ser algo que só você tem a oferecer para o contratante. As escolhas normalmente não são baseadas em Curriculuns fabulosos, nem apenas por um rostinho bonito, mas principalmente quando se encontra num indivíduo algo fora da regra geral.
É claro que num mundo injusto onde impera a imoralidade você poderá ser preterido e dar lugar a alguém que conquistou a vaga por motivos escusos, mas se isto acontecesse comigo eu agradeceria a Deus por não ter sido eu a vítima contratada para quele covil com fachada de empresa.
A Razão da Escolha tem que ser nobre para que nos sintamos felizes. De nada adianta se utilizar de artifícios impróprios para conquistar uma posição. O risco de levar um tombo é muito grande e talvez nem todos estejam preparados para tanto.
Continue investindo em você, pois quando a oportunidade "VERDADEIRA" surgir a vaga será sua.
Sucesso!
Tio Ilmo
terça-feira, 11 de março de 2008
O Sinceropata
Você é daqueles que diz o que pensa a hora que quiser? Você justifica as coisas que diz sem pensar com o jargão: Eu sou sincero! Eu sou eu mesmo!
Está na hora de rever seus conceitos amigo, pois você está perto de se tornar um "sinceropata"!
Necessariamente não podemos nos conformar em ser nós mesmos se não estivermos ainda num grau aceitável de convivência dentro da sociedade que vivemos. Nós só sobrevivemos se tivermos contato com outras pessoas. Não dá pra viver isolado do mundo. Você pode pirar.
Ser sincero nada mais é do que agir conforme às próprias convicções. O problema é que nossas convicções não podem ser estáticas. Nós precisamos evoluir a cada dia de tal forma que o que antes era uma convicção se torne uma dúvida após algum tempo e depois possa até ser algo que não faça parte da lista de nossas certezas.
Se ponderarmos que ao crescermos intelectualmente, espiritualmente, socialmente e todos os "...mentes" que eu pudesse listar, seremos muito mais questionadores e menos convictos.
A tendência é nos tornarmos mais maleáveis e de melhor convivência com o próximo.
Faça este exercício. Seja um cara sincero, não um "sinceropata".
segunda-feira, 10 de março de 2008
A Estrela

Como é bonita uma noite estrelada! Como é bendita a estrela! A estrela quando citada normalmente tem uma conotação positiva. Seu brilho, sua magnitude, sua beleza e a fama que carrega a coloca sempre como o centro das atenções.
As Estrelas também são citadas no contexto bíblico como impossíveis de serem contadas a olho nú, tal a quantidade de estrelas no universo.
Agora vamos ao ponto da discussão. Todas as pessoas querem se tornar uma estrela e chamar a atenção para sí próprios. Você deve estar pensando ... eu não! Eu nem gosto muito de aparecer! Como posso querer ser uma estrela?
Bem, o que eu quero dizer é que mesmo o mais humilde ser humano, mais cedo ou mais tarde é traído pela necessidade de ser notado. Nós nos nutrimos de amor e quando somos desprezados pela sociedade, padecemos rapidamente. Nosso comportamento faz com que sejamos notados, nem que seja por um sentimento de pena.
É certo que alguns sentem muito mais a necessidade, não só de ser notados, mas de ser muuuuuuiiiito notados!
O ponto é que quando queremos brilhar demais, acabamos ofuscando a vista das pessoas e isto faz com elas não nos enxergue da forma que esperávamos. Chega ao ponto até de confundirmos as pessoas e ficamos indecifráveis, "incontáveis".
A nossa vaidade faz com que satisfaçamos apenas o próprio ego e ninguém ao seu redor vai se importar com você como você mesmo o faz.
Neste universo recheado de estrelas, sempre haverá uma que brilhe mais que a outra, mas aos olhos de Deus todos somos iguais. Se você hoje sente não estar sendo notado pelas pessoas, fique tranqüilo, pois Deus o enxerga nos mínimos detalhes. Aliás, é difícil conseguir ficar tranqüilo sabendo que Deus enxerga nossos mínimos detalhes.
Seja natural, brilhe o suficiente para ser notado, nem mais nem menos.
Tio Ilmo
quinta-feira, 6 de março de 2008
A Cigamiga

A "cigamiga" é um bichinho que não existe na natureza, mas pode existir na sua vida. Quem já não ouviu a história da cigarra e da formiga? Todos pelos menos sabem as principais características destes dois insetos. Enquanto a formiga é conhecida como uma trabalhadora padrão a cigarra é comparada a uma despreocupada cantora.
Pois bem, vamos tentar aprender um pouco sobre estes dois insetos trazendo suas características para nossas vidas. Conheço muita gente como a formiga que acha estar fazendo a coisa certa por ser um honesto trabalhador padrão. Mas para quem quer se destacar a palavra padrão soa desconfortável. Ser um bom trabalhador, fazer coisas bem feitas, mas não contar pra ninguém o manterá fazendo as mesmas coisas bem feitas repetidamente a vida inteira. Eu disse as mesmas coisas repetidamente a vida inteira! O pior é que se compararmos ao verão de trabalho árduo da formiga para garantir-se no inverno, veremos que a maioria das pessoas dedicam toda melhor fase da vida (o verão da vida) trabalhando muito em pouco para garantir uma velhice monótona. Que tal trabalhar menos em muito? Assim lhe sobrará tempo para se envolver em coisas diferentes, inovadoras e curtir a melhor fase da vida que é o nosso verão pessoal conhecendo novas pessoas e novas coisas a cada dia. Quando chegar na velhice terá muitas histórias pra contar, não sendo mais um velho chato e repetitivo.
Mas eu não estou aqui defendendo a cigarra de forma alguma! Ficar sem rumo durante todo o verão da vida, apenas entoando a mesma canção pode irritar e afastar as pessoas de você. Você deve se atualizar, estudar, trabalhar, se envolver com projetos diferentes, sair um pouco da zona de conforto e se desgrudar da árvore da mesmisse e cantar músicas de diversos estilos.
É claro que esta diversidade deve ser administrada com cuidado, pois do contrário você vai ficar sem uma identidade própria. Apenas vasculhando coisas novas é que descobriremos os nossos principais talentos e então poderemos focar nossos esforços preferencialmente naquilo que temos maior potencial garantindo nossa identidade. Quem sabe uma cigarra que hoje apenas interpreta composições conhecidas possa um dia criar suas próprias composições?
Nem tanto pra cigarra que canta muito a mesma música, nem tanto pra formiga que trabalha demais na mesma tarefa. Minha porposta é criarmos a "CIGAMIGA". A mistura das duas. Aquela figura que quando tiver feito uma tarefa, logo delega a outros este conhecimento se habilitando assim a criar novas coisas e assim sucessivamente até explorar o máximo de seu potencial.
Seja como a CIGAMIGA, trabalhe e cante feliz sobre coisas novas. Mostre aos outros como você é legal!
Vlw
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