segunda-feira, 12 de maio de 2008
Antecipação vs Precipitação
Como é difícil distiguir entre Antecipação e Precipitação. Na maioria das vezes ao acharmos que estamos nos antecipamos aos fatos, estamos na realidade nos precipitando e os fatos corriqueiros se tornam fatalidades grotescas.
A arte da antecipação está intimamente relacionada com a ponderação. Agir ponderadamente não significa ser lento nas decisões. Pelo contrário, pois ao acumular uma dose razoável de cuidados antes de agir fará qualquer processo fluir de forma direta e objetiva, sem tropeços os quais são muito comuns quando agimos de forma precipitada.
A precipitação por sua vez normalmente se torna um ato isolado e pouco planejado. Quando se age assim, parece até que estamos resolvendo um problema antes que ele se torne maior, mas na realidade estamos aumentando o tamanho de um problema que no seu curso natural cresceria, mas não tão rapidamente como acontece quando sofre a interferência da precipitação. Todos os problemas, por sua natureza, são crescentes. Hoje alguém pode estar experimentando droga numa roda de "amigos", amanhã poderá estar vendendo o carro para bancar o vício.
Neste caso uma precipitação poderia ser punir duramente o candidato a viciado e transformá-lo no curto prazo em alguém revoltado com o mundo e ele certamente vai procurar resolver suas questões vivendo no mundo virtual das drogas onde tudo caminha de forma mais "suave" e sem cobranças.
Por outro lado agir com antecipação seria redobrar o apoio ao candidato a viciado e promover uma maior integração do mesmo ao núcleo familiar sem que ele se sinta "pagando mico". Investigar e saber claramente o grau de influência que ele pode estar recebendo para se tornar um potencial viciado. Obter informações antes de agir.
Nas várias esferas da sociedade nossa precipitação ou antecipação estão disputando palmo a palmo o destino das coisas. O destino, na minha opinião, é traçado por decisões que tomamos. Nada é casual.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
A Águia e o Frango
Como curti muito um texto de um importante escritor que tratou a vida dentro e fora de uma companhia, resolvi fazer minha adaptação para este tema comum no dia a dia das pessoas. No texto por ele ser um especialista do mundo corporativo, ele focou este lado e sua própria história profissional. Eu prefiro abordar o mesmo tema com um enfoque mais abrangente.
A águia na minha abordagem vai representar as pessoas que vivem sem vínculos com as quatro paredes de qualquer ambiente seja ele corporativo, familiar, religioso enquanto que o frango por ser uma ave que vive em cativeiro e pouco se aventura em altos vôos vou compará-la às pessoas que se abrigam em locais considerados por elas seguros por não se arriscarem ao desafiante mundo exterior.
Ambas as posições podem ser consideradas sensatas, embora tão diferentes em termos de atitude.
Quem assume a posição do frango e se estabelece num mesmo local por muito tempo, caso seja mais experto que a maioria se destacará mesmo que seja apenas pulando de um puleiro pra outro dentro do mesmo viveiro.
Quem assume a posição de águia deve estar atento aos riscos que esta decisão lhe trará e por não ter muitas garantias deverá ser mais cuidadoso com a administração de seu tempo, dinheiro e relacionamentos.
Num viveiro de frangos, todos são iguais e tem as mesmas oportunidades, mas só aquele que aspira ser o galo é que comandará o grupo no futuro. Devido a limitação do espaço todos terão que disputar palmo a palmo seu espaço e em alguns casos a situação fica entre a vida e a morte.
Num ambiente livre como o que vivem as águias as possibilidades são enormes, mas o excesso de opções pode causar confusão na hora de decidir onde instalar seu ninho.
Por mais solta que viva uma águia, ela em algum momento terá que tomar uma decisão em que montanha vai se instalar pelo menos durante algum tempo. Terá que se dedicar não só a caça para a própria sobrevivência mas terá que suprir as necessidades de seus dependentes.
Você já assumiu sua posição? Se já é maior de idade e ainda não tomou uma posição, pode ir se preparando, pois o tempo passa e as oportunidades tanto no ambiente interno quando externo vão se tornando cada dia mais escassas.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O Mosquito
É quase impossível acreditar que uma picadela de um mosquito poderia levar a morte tantas pessoas em pleno século 21. A tal da dengue.
Não vamos tratar aqui do desleixo da sociedade nem do descaso do governo. Deixa esta questão pra quem tem que resolvê-la.
O que quero retratar aqui é que nosso inimigo pode ser pequeno em tamanho, mas enorme em impacto em nossas vidas.
Ainda me lembro de algumas travessuras de adolescente que por sorte ou vontade divina suas conseqüências não foram as piores no meu caso. Talvez porque eu tenha parado a um passo do abismo. Na maioria dos casos não acontece assim, pois o último passo é dado rumo ao abismo inconseqüentemente pelos jovens.
Para citar alguns exemplos, basta um minúsculo espermatozóide para bagunçar toda a vida de uma jovem promissora. Basta uma pequena picada de agulha para dizimar a vida de um jovem talentoso.
Muitas pequenas coisas fazem-nos desviar do rumo adequado para priorizarmos outras coisas que acabam tomando a frente de nossas vidas.
Conheço pessoas que passaram a vida inteira tentando corrigir um pequeno deslize feito na juventude.
A juventude é intensa, nos faz ficar deslumbrados diante de tantas oportunidades e desafios que vivemos nesta faixa etária. Esta talvez é a melhor idade para curtirmos e fazermos tudo o que for possível no menor espaço de tempo. É incrível como apenas alguns anos mais velhos começamos a refletir sobre as atitudes da juventude e sempre encontramos algo que podíamos ter feito um pouco diferente pra nos sairmos melhor de que estamos. Aquelas picadas de mosquito tomadas na juventude nos torturam ainda hoje. Fala sério.
Não quero parecer um tiozinho dando conselhos aos jovens, mas apenas repartir um pouco do que aprendí após ter tropeçado nos mesmos erros que a maioria comete nesta fase espetacular da vida.
Você que é jovem, viva a vida intensamente, mas trace um plano de longo prazo e procure adequar seus atos juvenis dentro de uma linha que não se afaste muito do objetivo principal. No mais curta a vida garoto(a).
A Tocha Olímpica
Nada mais oportunista do que se aproveitar da audiência de um evento para se colocar em evidência.
Mas isto é bom ou ruim?
Ser oportunista nem sempre é ruim. Tem-se associado esta palavra a algo negativo, mas com todo respeito a opinião geral eu penso que ser oportunista com objetivo justo é muito positivo.
Vamos citar um exemplo:
Um grande artilheiro do futebol brasileiro se destacou e ganhou milhões pela sua característica oportunista na área do adversário. Ele sempre se posicionava bem e fez muitos gols apenas dando um leve toque para o fundo das redes do adversário.
Quem preparava as jogadas ou cruzava as bolas na área nunca recebeu tanto destaque quanto ele no time em que jogava. Este cara fez a alegria de multidões enquanto fez parte dos times que passou e da própria seleção brasileira.
Em tempos de olimpíada o grande símbolo dos jogos é a tal Tocha Olímpica. Este símbolo viaja por vários países divulgando um grande evento esportivo só visto de quatro em quatro anos.
Muitos espertinhos se aproveitam da vinda da Tocha Olímpica ao seu país para se promover politicamente, mas outros em contrapartida aproveitam o grande impacto na mídia pra fazer protestos abusivos e agressivos.
Estes tipos de oportunismo são reprováveis, mas não deixam de ser sua importância social nem que seja apenas para alertar aos menos atentos que algo está errado.
Você já deixou passar uma oportunidade por timidez ou por medo de ser mal interpretado?
Está na hora de expor mais amigo. Uma oportunidade pode ser única, então corra o risco.
O máximo que pode acontecer é você descobrir que algo estava errado e precisa ser corrigido. Só esta constatação já será um primeiro passo ao sucesso e a abertura de novas oportunidades.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O Grão de Areia e o Grão de Feijão
O Grão de Areia mais famoso do mundo é conhecido como Silício. O Silício por sua natureza semicondutiva é muito usado na produção de equipamentos eletrônicos e por esta razão se tornou muito assediado pela mídia e consumidores.
Já o Grão de Feijão é elemento básico na alimentação de um brasileiro comum. O feijão até recebeu uma homenagem numa música que dizia que dez entre dez brasileiros preferem feijão. MAs será que esta preferência ainda esta em alta?
E o que estes dois grãos têm em comum que acabou motivando mais esta dissertação?
A inversão de valores.
Hoje o cidadão comum inclui em sua lista de prioridades a presença de inúmeros equipamentos eletrônicos tais como, celular, tv, mp3 entre outros trecos, mas não planeja sua estabilidade financeira que lhe garanta o consumo do feijão pelo resto da vida.
As pessoas se sentem muito atraídas pela oferta de produtos que agradam aos olhos e pagam caro para ter estes prazeres eletrônicos muito antes de estarem estabilizados financeiramente para garantir o básico.
É lógico que estou exagerando aqui na comparação, mas tem muita gente sem casa própria com uma TV LCD na estante. Outros se quer conseguem se manter, mas passeiam por ai com um celular pré-pago.
Todos nós temos o direito de fazer com nosso dinheiro aquilo que quisermos, mas o feijão não é feito de silício, portanto não tente se alimentar somente de equipamentos eletrônicos. Pode ser indigesto!
Antes que eu me esqueça, gostaria de confessar que sou apaixonado por equipamentos eletrônicos e não resisto a tentação de me manter atualizado em tecnologia. A diferença é que já tenho minha casa própria.
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